Rifampicina/isoniazida

Com receita Hospital MunicipalHospital Geral e/ou Especializado

Ficha

Código nacional
16-21002RS
UNSPSC
51162103
Composição
75 mg+50 mg
Apresentação
comprimido
Receita
Obrigatória
Níveis de atenção
Hospital Municipal, Hospital Geral e/ou Especializado
Código ATC
J04AB02 rifampicina · J04AC01 isoniazida

Interações

  • Grave Piperaquina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de piperaquina, com risco de falha no tratamento.

    Recomendação: Evitar. Escolher outro esquema antimalárico.

    Fonte: OMS: tratamento da malária

  • Efeito clínico: A isoniazida aumenta as concentrações de carbamazepina e a toxicidade hepática, com tonturas e vómitos.

    Recomendação: Monitorizar as concentrações de carbamazepina e a função hepática

    Fonte: Inibição do metabolismo da carbamazepina. / BNF

  • Grave Lumefantrina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito as concentrações de lumefantrina e artemeter, com risco de falha no tratamento da malária.

    Recomendação: Evitar. Considerar outro antimalárico.

    Fonte: OMS: tratamento da malária / ficha da arteméter/lumefantrina

  • Grave Quinina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito os níveis de quinina, com risco de falha no tratamento da malária.

    Recomendação: Evitar. Escolher outro esquema antimalárico.

    Fonte: OMS: tratamento da malária / BNF

  • Grave Midazolam

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito a exposição ao midazolam oral, com perda do efeito sedativo.

    Recomendação: Evitar o midazolam oral. Por via parentérica, ajustar a dose.

    Fonte: BNF

  • Grave Praziquantel

    Efeito clínico: A rifampicina reduz drasticamente as concentrações de praziquantel, com falha do tratamento.

    Recomendação: Evitar a associação. Se for essencial, usar doses mais altas de praziquantel sob orientação especializada.

    Fonte: Stockley's Drug Interactions

  • Grave Verapamil

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito a biodisponibilidade do verapamil, com perda do efeito.

    Recomendação: Evitar. Usar outro anti-hipertensor ou anti-arrítmico e monitorizar.

    Fonte: Stockley's Drug Interactions / BNF

  • Efeito clínico: A rifampicina reduz a eficácia da noretisterona usada como contracetivo.

    Recomendação: Usar um método não hormonal ou o injetável trimestral.

    Fonte: OMS: critérios de elegibilidade para contraceção / BNF

  • Efeito clínico: A rifampicina reduz a eficácia do levonorgestrel (pílula, implante e contraceção de emergência).

    Recomendação: Usar um método não hormonal ou o injetável trimestral. Na contraceção de emergência, duplicar a dose ou usar DIU de cobre.

    Fonte: OMS: critérios de elegibilidade para contraceção / BNF

  • Efeito clínico: A rifampicina reduz a eficácia dos contracetivos hormonais combinados, com risco de gravidez não planeada.

    Recomendação: Usar um método não hormonal (preservativo, DIU de cobre) ou o injetável de acetato de medroxiprogesterona.

    Fonte: OMS: critérios de elegibilidade para contraceção / BNF

  • Grave Delamanida

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de delamanida.

    Recomendação: Evitar a associação.

    Fonte: OMS: tratamento da TB resistente / ficha da delamanida

  • Grave Bedaquilina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz cerca de metade a exposição à bedaquilina e pode comprometer o tratamento da TB resistente.

    Recomendação: Evitar a associação.

    Fonte: OMS: tratamento da TB resistente / ficha da bedaquilina

  • Grave Darunavir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito os níveis de darunavir.

    Recomendação: Não associar. Escolher outro esquema antirretroviral.

    Fonte: Liverpool HIV Drug Interactions / ficha do darunavir

  • Grave Atazanavir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito os níveis de atazanavir.

    Recomendação: Não associar. Escolher outro esquema antirretroviral.

    Fonte: Liverpool HIV Drug Interactions / ficha do atazanavir

  • Grave Ritonavir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito as concentrações dos inibidores da protease reforçados com ritonavir.

    Recomendação: Evitar. Considerar outro esquema antirretroviral durante o tratamento da tuberculose.

    Fonte: Liverpool HIV Drug Interactions / ficha do ritonavir

  • Grave Lopinavir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito os níveis de lopinavir, com risco de falência do tratamento.

    Recomendação: Evitar. Se for inevitável, só com ajuste do reforço de ritonavir sob supervisão especializada e controlo das enzimas hepáticas.

    Fonte: OMS: diretrizes de VIH e TB / Liverpool HIV Drug Interactions

  • Grave Nevirapina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito os níveis de nevirapina, com risco de falência virológica e resistência.

    Recomendação: Evitar. Preferir um esquema com efavirenz ou dolutegravir durante o tratamento da tuberculose.

    Fonte: OMS: diretrizes de VIH e TB / Liverpool HIV Drug Interactions

  • Grave Levotiroxina

    Efeito clínico: Rifampicina aumenta o metabolismo da levotiroxina, podendo causar hipotiroidismo.

    Recomendação: Monitorizar TSH e T4 livre. Aumentar dose de levotiroxina.

    Fonte: BNF

  • Grave Fenitoína

    Efeito clínico: Isoniazida inibe CYP2C9, aumentando os níveis de fenitoína.

    Recomendação: Monitorizar nível sérico de fenitoína. Reduzir dose.

    Fonte: BNF / WHO TB Guidelines

  • Efeito clínico: Isoniazida inibe CYP2C9 e pode aumentar os níveis de valproato.

    Recomendação: Monitorizar nível sérico de valproato e função hepática.

    Fonte: BNF

  • Grave Ciclosporina

    Efeito clínico: Rifampicina induz fortemente o CYP3A4 e P-gp, reduzindo os níveis de ciclosporina.

    Recomendação: Evitar se possível. Se necessário, monitorizar ciclosporinemia e triplicar a dose.

    Fonte: BNF / Transplant Guidelines

  • Grave Fluconazol

    Efeito clínico: Rifampicina induz o metabolismo do fluconazol, reduzindo seus níveis e eficácia antifúngica.

    Recomendação: Monitorizar eficácia clínica. Pode ser necessário aumentar a dose de fluconazol.

    Fonte: BNF / WHO

  • Grave Metadona

    Efeito clínico: Rifampicina induz CYP3A4 e CYP2B6, reduzindo drasticamente os níveis de metadona.

    Recomendação: Aumentar dose de metadona e monitorizar. Pode ser necessário aumentar frequência de administração.

    Fonte: WHO Guidelines Opioid Substitution / BNF

  • Efeito clínico: Rifampicina induz o glucuronidação do valproato, reduzindo seus níveis.

    Recomendação: Monitorizar níveis séricos. Ajustar dose de valproato.

    Fonte: BNF

  • Grave Fenitoína

    Efeito clínico: Rifampicina induz CYP2C9, reduzindo os níveis de fenitoína.

    Recomendação: Monitorizar nível sérico de fenitoína. Aumentar dose.

    Fonte: BNF / WHO TB Guidelines

  • Efeito clínico: Rifampicina induz CYP3A4, reduzindo os níveis de carbamazepina.

    Recomendação: Aumentar dose de carbamazepina. Monitorizar níveis séricos.

    Fonte: BNF / WHO TB Guidelines

  • Grave Warfarina

    Efeito clínico: Rifampicina induz fortemente o CYP2C9, reduzindo os níveis de warfarina e o efeito anticoagulante.

    Recomendação: Aumentar dose de warfarina durante tratamento. Monitorizar INR 2x/semana. Ajustar após cessar rifampicina.

    Fonte: WHO TB Guidelines / Goodman & Gilman

  • Moderada Cicloserina

    Efeito clínico: A associação aumenta o risco de efeitos no sistema nervoso (tonturas, sonolência, convulsões).

    Recomendação: Vigiar sinais neurológicos

    Fonte: Neurotoxicidade aditiva. / OMS: tratamento da TB resistente

  • Moderada Diazepam

    Efeito clínico: A isoniazida pode aumentar os níveis de diazepam, com mais sedação.

    Recomendação: Vigiar a sedação e reduzir a dose se for preciso.

    Fonte: Stockley's Drug Interactions

  • Moderada Nevirapina

    Efeito clínico: A associação aumenta o risco de hepatotoxicidade.

    Recomendação: Vigiar as enzimas hepáticas ao iniciar o tratamento e durante as primeiras semanas.

    Fonte: OMS: diretrizes de VIH e TB

  • Moderada Paracetamol

    Efeito clínico: A isoniazida aumenta o risco de lesão hepática por paracetamol.

    Recomendação: Usar a menor dose eficaz de paracetamol e evitar doses altas ou prolongadas.

    Fonte: BNF

  • Moderada Pirazinamida

    Efeito clínico: A associação aumenta o risco de hepatotoxicidade.

    Recomendação: Vigiar os sintomas e as enzimas hepáticas, sobretudo nos primeiros dois meses.

    Fonte: OMS: tratamento da tuberculose

  • Moderada Isoniazida

    Efeito clínico: A associação aumenta o risco de hepatotoxicidade.

    Recomendação: Vigiar as enzimas hepáticas e os sintomas de hepatite durante o tratamento.

    Fonte: OMS: tratamento da tuberculose

  • Moderada Aminofilina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de teofilina.

    Recomendação: Vigiar o efeito broncodilatador e, se possível, as concentrações.

    Fonte: BNF

  • Moderada Gliclazida

    Efeito clínico: A rifampicina reduz o efeito hipoglicemiante da gliclazida.

    Recomendação: Vigiar a glicemia e ajustar a dose.

    Fonte: BNF

  • Moderada Morfina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz o efeito analgésico da morfina.

    Recomendação: Ajustar a dose de acordo com a dor.

    Fonte: BNF

  • Moderada Amitriptilina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de amitriptilina.

    Recomendação: Vigiar a resposta antidepressiva.

    Fonte: BNF

  • Moderada Haloperidol

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de haloperidol.

    Recomendação: Vigiar a resposta clínica.

    Fonte: BNF

  • Moderada Diazepam

    Efeito clínico: A rifampicina reduz o efeito do diazepam.

    Recomendação: Ajustar a dose se necessário.

    Fonte: BNF

  • Moderada Dapsona

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de dapsona.

    Recomendação: Vigiar a resposta, sobretudo na lepra e na profilaxia de infeções oportunistas.

    Fonte: BNF

  • Moderada Terbinafina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de terbinafina.

    Recomendação: Vigiar a resposta ao antifúngico.

    Fonte: BNF

  • Moderada Cloranfenicol

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de cloranfenicol.

    Recomendação: Monitorizar os níveis de cloranfenicol e a resposta clínica.

    Fonte: BNF

  • Moderada Doxiciclina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de doxiciclina.

    Recomendação: Vigiar a resposta clínica. Considerar outro antibiótico.

    Fonte: BNF

  • Moderada Claritromicina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito as concentrações de claritromicina e aumenta o risco de toxicidade hepática.

    Recomendação: Evitar. Se for preciso um macrólido, preferir azitromicina.

    Fonte: BNF

  • Moderada Sinvastatina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz a eficácia da sinvastatina.

    Recomendação: Vigiar o perfil lipídico.

    Fonte: BNF

  • Moderada Metoprolol

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de metoprolol.

    Recomendação: Vigiar a frequência cardíaca e a tensão arterial.

    Fonte: BNF

  • Moderada Propranolol

    Efeito clínico: A rifampicina reduz o efeito do propranolol.

    Recomendação: Vigiar a frequência cardíaca e a tensão arterial.

    Fonte: BNF

  • Moderada Nifedipina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz os níveis de nifedipina e o controlo da tensão arterial.

    Recomendação: Vigiar a tensão arterial e ajustar a dose.

    Fonte: BNF

  • Moderada Digoxina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de digoxina.

    Recomendação: Doseamento de digoxina ao iniciar e ao parar a rifampicina.

    Fonte: BNF

  • Moderada Hidrocortisona

    Efeito clínico: A rifampicina acelera o metabolismo da hidrocortisona e, na insuficiência suprarrenal, pode causar crise.

    Recomendação: Aumentar a dose de substituição e vigiar sinais de insuficiência.

    Fonte: BNF

  • Moderada Dexametasona

    Efeito clínico: A rifampicina reduz muito a exposição à dexametasona.

    Recomendação: Vigiar a resposta e ajustar a dose.

    Fonte: BNF

  • Moderada Prednisolona

    Efeito clínico: A rifampicina reduz o efeito dos corticoides, com perda de controlo da doença.

    Recomendação: Vigiar a resposta e aumentar a dose do corticoide se for preciso.

    Fonte: BNF

  • Moderada Moxifloxacina

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de moxifloxacina.

    Recomendação: Vigiar a resposta clínica. Evitar redução da dose da moxifloxacina.

    Fonte: Stockley's Drug Interactions

  • Moderada Linezolida

    Efeito clínico: A rifampicina pode reduzir as concentrações de linezolida.

    Recomendação: Vigiar a resposta ao tratamento.

    Fonte: Stockley's Drug Interactions

  • Moderada Zidovudina

    Efeito clínico: A rifampicina pode reduzir a exposição à zidovudina.

    Recomendação: Sem ajuste de rotina. Vigiar a resposta clínica e virológica.

    Fonte: Liverpool HIV Drug Interactions

  • Moderada Raltegravir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de raltegravir.

    Recomendação: Se necessário, usar raltegravir 800 mg duas vezes por dia e vigiar a carga viral.

    Fonte: Liverpool HIV Drug Interactions / ficha do raltegravir

  • Moderada Dolutegravir

    Efeito clínico: A rifampicina reduz as concentrações de dolutegravir.

    Recomendação: Dar dolutegravir 50 mg duas vezes por dia durante o tratamento com rifampicina e mais 2 semanas depois.

    Fonte: OMS: diretrizes de VIH / Liverpool HIV Drug Interactions

  • Moderada Efavirenz

    Efeito clínico: A rifampicina reduz moderadamente os níveis de efavirenz, com possível perda de eficácia antirretroviral.

    Recomendação: Manter efavirenz 600 mg/dia durante o tratamento da tuberculose e vigiar a resposta virológica.

    Fonte: OMS: diretrizes de VIH e TB / Liverpool HIV Drug Interactions

  • Efeito clínico: Os antiácidos com alumínio ou magnésio reduzem a absorção da isoniazida.

    Recomendação: Dar a isoniazida pelo menos 1 hora antes do antiácido.

    Fonte: BNF

⚠️ A análise de interações medicamentosas do LNME.AO é apenas informativa e não substitui validação clínica ou farmacêutica profissional.

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